Minha viagem bate e volta ao Brasil

Olá, pessoas! Como vocês estão?

Eu estou bem, graças a Deus, feliz por coisas boas que aconteceram logo no início desse ano, mesmo com coisas não tão boas que ocorreram no ano anterior, feliz também por estar tentando voltar a escrever e feliz por todos os planos e projetos que tenho preparados para o decorrer do ano.

Fazendo uma pequena recapitulação: o ano de 2020 foi perdido para muita gente, para nós não podia ter sido diferente. Passamos longos meses em lockdown, assistimos muitas séries, cortei uma franjinha, enjoei da franjinha e comecei a deixar ela crescer, Portugal voltou a abrir as coisas, pensamos que tudo estava se ajeitando… apanhamos Covid-19 (sim, mamãe, Letty e eu), nos recuperamos – GRAÇAS A DEUS –, voltamos para nossas rotinas, de forma um pouco restrita, e o ano acabou.

Enquanto 2020 estava perto de acabar e eu tinha acabado de me recuperar de um vírus muito sério, passei por dias de saudades não muito legais, foi aí que tive a ideia de viajar ao Brasil – na teoria, se o mundo não tivesse colapsado, eu teria ido em Dezembro, visto que esse era meu plano de Janeiro, porém sem condições ir antes.

Foi então que, no dia 18 de Janeiro, fiz a minha primeira viagem internacional SOZINHA!


Primeiramente, para viajar, eu tive que fazer o teste do Covid (de novo), não vou mentir, que exame PÉSSIMO. Na primeira vez que fiz, meu nariz ficou ardendo por uma semana, tá que eu estava doente, isso pode ter ajudado. Na segunda vez, tive crise de espirros, foi difícil me controlar, sério mesmo.

Confesso que, depois que fiz o exame, tive muito medo de estar doente e não poder viajar, principalmente porque já estava com tudo pronto, porém o importante foi que estava tudo bem comigo, podia viajar e não colocar a vida de ninguém em risco.

Depois disso chegou o dia da viagem.

Pelo que constava, teria que ir sozinha até mesmo para o aeroporto, isso estava me deixando com um frio na barriga sinistro. Eu só não contava com a existência da minha incrível mãe, que foi comigo e ficou lá até a hora que deu. Depois tive que me despedir e nossa… foi muito difícil, parecia que nunca mais a veria, sendo que só seriam 13 dias longe. Eu chorei, ela chorou, mas ficamos bem.

Minha viagem foi da seguinte forma: saí de Portugal e fui para Paris – alô, mãe, tenho mais um carimbo no meu passaporte hahahaha –, de Paris fui para São Paulo, lá passei as mais longas 10 horas da minha vida, depois fui de São Paulo para o meu querido estado, Espírito Santo.


PARIS

A passagem por Paris foi rápida, aproveitei para colocar meu inglês em prática, já que não falo francês, as pessoas foram bem legais e tranquilas.

Enquanto esperava, conheci uma brasileira muito incrível – vi que ela tava com um livro com o título em português, era um livro brasileiro, então deduzi que ela fosse brasileira e puxei assunto com ela, graças a Deus fiz isso, me deu um alívio ENORME escutar alguém falando a mesma língua que eu.

Após entrar no avião, tive uma fileira vazia, só pra mim, fui dormindo lindamente, enquanto, vez ou outra, acordava para comer uma comidinha delícia de avião (essa parte não contém ironia).

Passei por uma turbulência sinistra, lembro que na hora estava dormindo e acordei com o avião balançando. Na hora só abri o olho, orei a Deus pra me guardar e voltei a dormir. Querendo ou não, não tinha muito o que eu pudesse fazer além de orar e confiar em Deus, então confiei e dormi. Tive uma noite de sono incrível!

E foi aí que parti das terras europeias rumo ao Brasil.


BRASIL

Antes de chegar ao meu estado querido, Espírito Santo, tive que passar uma tempinho em São Paulo, e gente, eu andei, sentei, dormi, acordei, fui ao banheiro, andei mais um pouco, sentei de novo, cochilei, acordei, fui comer, fui ao banheiro, andei mais um pouco, cochilei, acordei, tentei ler um livro, andei de novo… e só tinham passado duas horas, eu fiquei lá mais de 10h.

Parece que, quanto mais eu tentava me distrair, mais ansiosa eu ficava, as horas iam se aproximando e meu coração começava a acelerar.

Eram 3 anos longe do meu país, 3 anos sem ver minha família, apenas os vendo por fotos e vídeos, 3 anos longe dos meus amigos, longe das comidas gostosas, do tempo que parece que dura mais e das pessoas que ficam acordadas até bem tarde.

Para somar à emoção, seria a primeira vez que veria uma das pessoas que mais amo nessa vida, depois de 1 ano e 3 meses, encontraria, pessoalmente, Vinícius, meu namorado.

Só tentem imaginar como estava meu coração…


Então, depois de longas 10h, mais uma hora de voo, finalmente chego em terras capixabas.

Para minha sorte, não tinha nenhuma bagagem despachada para pegar, então só fui andando, dei algumas voltas, enquanto me achava no novo aeroporto, até que vi a reta que me levaria a saída, então fui andando, até ver uma porta automática abrindo, enquanto pessoas desconhecidas passavam, já não controlava meu sorriso, enquanto me aproximava, tentava procurar a pessoa que esperei tanto tempo para conhecer, foi então que nossos olhares se cruzaram.

Um rapaz, que até poucos dias só via por vídeo, segurava um cartaz escrito “Amanda mais bonita da cidade”, se era ele segurando, é porque era verdade, eu era a Amanda mais bonita da cidade, se não para todos, era para ele e isso já era o suficiente.

Tive que dar uma pequena volta, a porta não me deixava sair de imediato, mas dei uma acelerada, queria muito poder me aconchegar no abraço dele logo, foi então que, depois de quase uma vida, pude abraçar o meu amor… e sendo bem sincera? parecia que aquele era meu lugar desde sempre.